Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta terça-feira, 7 de abril, a Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE) levou sua carreta de atendimentos ao bairro Jóquei Clube para uma edição do projeto Defensoria em Movimento voltada exclusivamente para demandas da área da saúde. A iniciativa contou com a parceria das secretarias da Saúde de Fortaleza (SMS) e do Estado (Sesa), além do North Shopping Jóquei.
Ao longo de dois dias, as defensoras Anna Kelly Nantua e Karinne Matos, juntamente com a equipe técnica da DPCE, atenderam pessoas que precisavam dar andamento a solicitações como fornecimento de medicamentos, acesso a tratamentos, consultas especializadas e cirurgias, entre outros serviços de saúde.
Casos como o de Francisca dos Santos Alves, que estava a caminho de uma consulta para acompanhar as sequelas de uma pneumonia aguda quando viu a carreta da Defensoria no estacionamento do North Shopping Jóquei. Durante o atendimento, buscou ajuda para antecipar um exame de visão, aguardado há mais de dois anos, e uma consulta com ortopedista. “Fiquei mais de três anos esperando e, como não pude ir no dia marcado, me colocaram no fim da fila novamente”, relata a diarista que também sofre de diabetes, hipertensão, fibromialgia, duas hérnias de disco e uma hérnia umbilical.
De acordo com a defensora pública e supervisora do Núcleo de Defesa da Saúde (Nudesa), Karinne Matos, a edição especial do Defensoria em Movimento amplia o acesso da comunidade a serviços essenciais com mais praticidade e acolhimento. “A importância dessa ação hoje, no Dia Mundial da Saúde, é trazer a Defensoria para perto da população. Além de informações sobre demandas de saúde, ressaltamos nosso papel institucional na busca pelo acesso à justiça e por mais qualidade de vida para os assistidos, especialmente em questões como medicamentos, cadeiras de rodas e fraldas”, destaca.
A vendedora autônoma Fabiana de Lima Melo soube da ação por meio de uma postagem no Instagram e decidiu procurar o serviço para garantir a realização de um exame de ultrassom mamária. Ela já recorreu à Defensoria outras três vezes. “Primeiro foi um ecocardiograma que atrasou e precisei judicializar. Depois, uma ressonância e uma consulta especializada”, relembra. “Aprendi a não esperar mais de um mês. Já venho direto aqui, que resolve mais rápido”, afirma.
Já a dona de casa Gislânia Santos foi ao shopping para fazer compras e aproveitou para entrar na carreta em busca de orientação sobre um débito relacionado à antiga taxa do lixo, em nome do pai. Ao saber que se tratava de uma edição voltada à saúde, lembrou de um familiar que precisa de transferência para uma UTI. “Ele me ligou falando de uma pessoa que está na UPA há vários dias, precisando de vaga em hospital com UTI. Já entrei em contato com ele”, conta.