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23/07/2020

Gênero e raça são temas abordados durante webinário promovido pela Comissão dos Direitos da Mulher da ANADEP

Fonte: ASCOM ANADEP
Estado: DF
 
No próximo sábado (25/7) comemora-se o Dia Nacional de Tereza de Benguela e Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. Para refletir e discutir sobre a importância da data, a Comissão dos Direitos da Mulher promoveu o webinário "MULHERES NA POLÍTICA - Interseccionalidades em Raça e Gênero”. 
 
A live teve a participação da coordenadora da comissão de igualdade étnico-racial da ANADEP, Lívia Casseres (RJ); da defensora pública de Sergipe, Carla Caroline de Oliveira Silva; da defensora pública do Distrito Federal Mayara Tachy; e de Joenia Wapichana (Rede-RR), eleita a primeira deputada federal indígena do País.
 
O bate-papo foi iniciado por Carla Caroline que falou sobre a necessidade de reflexão acerca da representatividade das lideranças, sejam elas partidárias, comunitárias e nos ambientes onde a atividade política é desempenhada. Para ela, é preciso construir pautas e políticas públicas antirracistas nos espaços de poder, como Congresso Nacional, Câmara de Vereadores e outros. "Nós temos que cada vez mais politizar nossas biografia e ter essa participação político-partidária. Se não, nós não estaremos no centro da construção das pautas políticas dos problemas que nos interessam e dos problemas que nos atingem. E a mulher é uma variável essencial nesse processo porque tanto a mulher negra quanto a indígena são a base da pirâmide social brasileira", pontuou. 
 
O conceito de lugar de fala foi abordado por Mayara Tachy, que relatou sua experiência enquanto presidente da Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Distrito Federal. Segundo ela, é preciso analisar com maior profundidade a questão da representatividade nos espaços que, para ela, precisam ser ocupados por pessoas conectadas às pautas antirracistas. "A representatividade é um meio e um caminho para que a gente consiga de fato atingir as pessoas que são marginalizadas e excluídas da sociedade em virtude da sua condição de cor e da sua condição étnica. Temos que usar essa representatividade para permitir que mais pessoas ocupem esses lugares", explicou. Ao final, abordou sobre a questão das cotas nos concursos públicos para a Defensoria Pública. 
 
A deputada Joenia Wapichana explicou sobre sua atuação na defesa dos direitos indígenas e sobre sua formação. Joenia foi a primeira mulher indígena a se formar em Direito no país pela Universidade Federal de Roraima, em 1997, e pela University of Arizona, nos Estados Unidos. Uma de suas bandeiras, que a fez entrar no mundo da política, foi a luta pela demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol. "Fui a primeira mulher indígena a se formar em Direito no país, mas, ao mesmo tempo, senti uma invisibilidade muito grande no exercício da profissão. Você se forma e você tem que provar que é profissional para atuar em determinada área. Minha atuação profissional foi para dentro da organização indígena, criada em 1970, e que visa à valorização dos profissionais indígenas", disse. Nesse contexto, ela falou sobre o trabalho voltado para a proteção ambiental, a demarcação de terras indígenas e o resgate dos direitos constititucionais dos povos indígenas. 
 
A coordenadora da comissão da igualdade étnico-racial da ANADEP, Lívia Casseres, trouxe uma reflexão sobre o papel da Defensoria Pública no acesso à justiça com equidade racial. Pontuou também o enfrentamento à política genocia do Estado. "Hoje o movimento dos negros, dos povos indígenas e das mulheres no Brasil são os únicos sujeitos capazes de enfrentar o Estado genocida. Afinal, são esses os sujeitos que, nesses 500 anos, aprenderam a sobreviver", afirmou. 
 

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