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04/10/2019

Prêmio Viva: Defensora pública Thaís Dominato defende a gestante e enfrenta a violência obstétrica. Vote!

Fonte: ANADEP
Estado: DF
Por mais um ano consecutivo, Marie Claire e o Instituto Avon unem forças para homenagear lideranças que atuam na transformação das vidas de mulheres e meninas que sofrem com violência de gênero. A segunda edição do Prêmio Viva – Pela vida de todas as mulheres acontecerá no próximo dia 25 de novembro, na Sala São Paulo, na capital paulista. Na categoria SAÚDE, a defensora pública do Mato Grosso do Sul Thaís Dominato é a finalista. A defensora aborda a violência obstétrica.
 
A violência obstétrica quase não aparecia na agenda de trabalho da defensora pública Thaís Dominato Silva Teixeira, 39 anos. Era impossível acreditar que abusos contra gestantes não ocorressem nos hospitais públicos e privados do Mato Grosso do Sul, estado onde atua. 
 
“As mulheres não sabem muito bem o que é violência obstétrica. Algumas guardam experiências traumáticas, sequelas emocionais ou físicas, mas ignoram que poderiam ter dito ‘não’ à procedimentos desnecessários, realizados por comodidade ou imperícia do médico, e ainda por descompromisso do hospital”, explica Thaís. A Organização Mundial da Saúde (OMS) publica diretrizes norteando globalmente condutas para reduzir essas intervenções, o alto número de cesarianas e a considerável incidência de morte materna. A OMS recomenda às equipes não interferir no trabalho de parto, a menos que exista risco de complicação. Sugere permitir à mulher a gestão da própria dor e a escolha das posições no trabalho de parto. Se ela optar pela via totalmente natural, os profissionais devem apoiá-la até dar à luz. “Há profissionais, no entanto, que adotam manobras proscritas. Por exemplo a de Kristeller, em que o obstetra ou o enfermeiro sobe na barriga da mulher e empurra, pressionando o útero para tentar a expulsão. Isso pode machucá-la, quebrar ossos, causar sérios danos ao bebê”, afirma Thaís.
 
Como esses casos não estavam chegando à defensoria, ela entendeu que era preciso primeiro dar informações. Em 2017, pôs em pé um programa para desnudar a violência, explicar às grávidas seus direitos e sensibilizar os profissionais. “Com uma nova consciência, eles podem humanizar o momento do nascer”, argumenta a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa da Mulher, da Defensoria Pública. Em dois anos, Thaís realizou oficinas, rodas de conversa e palestras. 
 
Esteve em centros de parto normal em cidades do interior – Sidrolândia e São Gabriel D’Oeste entre elas –, falou a grupos de grávidas nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), e teve um descontraído diálogo com 40 mulheres do Presídio Semiaberto de Campo Grande. Em uma reunião com promotores do Ministério Público Federal, em Dourados, tratou de questões que vitimizam especificamente indígenas e negras. Conversou com alunos de medicina em universidades e com advogados na Ordem dos Advogados do Brasil. Causou enorme espanto em um juiz que, depois ao ouvi-la, declarou: “Meu Deus, tudo isso é violência?”
 
Paulista de Presidente Prudente, Thaís diz para as plateias que a mulher pode rejeitar, como recurso de rotina, a episiotomia e a aplicação da ocitocina, o hormônio acelerador das contrações e, consequentemente, da expulsão. “São medidas que podem ser benéficas, mas apenas em casos muito específicos. E devem ser discutidas com a parturiente.” Ela também pode se recusar a ser tocadas dezenas de vezes por estagiários que estão aprendendo a profissão no seu corpo. E não é obrigada a ficar sem água e comida ou deitada durante os trabalhos de parto demorados. 
 
Nas oficinas, ela revela que há um outro lado pouco conhecido das mulheres: a judicialização. “Cabe ação de responsabilização. Por dano moral, se a gestante não contou com o marido na sala de parto e no quarto, como prevê a lei. E se ocorrem sequelas físicas, causadas por procedimentos e manobras, pode-se processar por lesão corporal”.
 
O impacto de Thaís
 
Em dois anos, Thaís atingiu um público de 923 agentes de saúde, gestores hospitalares e assistentes sociais. Falou sobre boas práticas no parto e direitos para 738 mulheres, a maioria grávidas.
 
A votação para o publico deve ser feita neste link, até o dia 4 de novembro. A premiação orquestrada por Marie Claire em parceria com o Instituto Avon será realizada na noite do dia 25 de novembro na Sala São Paulo. 
 
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