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07/07/2026

AP: Defensoria Pública orienta vítima de golpe após criminosos se passarem por defensor

Fonte: ASCOM/DPEAP
Estado: AP
Nesta semana, a Defensoria Pública do Amapá (DPE-AP) realizou o atendimento de um assistido que relatou ter sido vítima de golpe pelo WhatsApp. O pescador artesanal João Pedro Silva, de 71 anos, contou que recebeu uma ligação telefônica e, em seguida, uma mensagem pelo aplicativo na última quarta-feira, 1º, por volta das 10h. Os criminosos informaram que ele havia vencido uma ação judicial e que teria direito a receber R$ 3.700. Para liberar o valor, porém, seria necessário realizar o pagamento de uma suposta taxa.
 
Segundo o assistido, a foto utilizada no perfil da rede social era de um homem vestido de beca preta, o que transmitiu credibilidade ao contato. Os criminosos também utilizaram informações reais da ação judicial para tornar a abordagem mais convincente e durante a conversa, o golpista se apresentou como defensor público.
 
Na sequência, o golpista solicitou informações pessoais da vítima durante uma chamada de vídeo, na qual simulou uma audiência para reforçar a falsa aparência de legalidade da situação. Convencido de que o procedimento era necessário para a liberação do suposto crédito judicial, o idoso realizou uma transferência via PIX no valor de R$ 700.
 
Emocionado, João Pedro lamentou o prejuízo e afirmou que o dinheiro enviado aos golpistas afetou a família.
 
"Sempre tive muito cuidado com essas ligações, mas eu estava fragilizado e ansioso por causa do processo. Vim à Defensoria em busca de ajuda para tentar recuperar esse valor que vai fazer falta para mim e minha neta", relatou o pescador.
Seu João foi acolhido e orientado pela equipe da 5ª Defensoria Cível de Macapá sobre os procedimentos necessários para ingressar com a ação de reparação de danos. Entre os documentos exigidos estão o boletim de ocorrência para formalizar o crime, as capturas de tela das conversas com o golpista, contendo o número de telefone utilizado no contato, a foto de perfil, o histórico das mensagens, os pedidos de pagamento e o comprovante do PIX, com data, horário, valor, chave utilizada e os dados do recebedor.
 
O subdefensor público-geral do Amapá, Eduardo Vaz, reforçou que todos os serviços prestados pela instituição são totalmente gratuitos e alertou que nenhum defensor ou servidor público solicita depósitos, transferências ou qualquer tipo de pagamento para liberar alvarás, indenizações ou valores decorrentes de processos judiciais.
 
"Ao receber uma mensagem suspeita, a orientação é interromper imediatamente o contato, não realizar qualquer pagamento, registrar boletim de ocorrência, comunicar o banco para tentar bloquear ou recuperar o valor transferido e procurar a Defensoria Pública pelos canais oficiais", orientou o defensor público.
Conscientização
 
A Defensoria Pública do Amapá iniciou o ano com uma campanha de conscientização para alertar a população sobre golpes praticados contra assistidos da instituição e ainda destaca que já foram registrados golpes em que os autores se apresentaram como juízes, promotores de justiça, advogados e outros integrantes das instituições de Justiça.
 
Em caso de suspeita, a orientação é que o assistido não forneça informações pessoais, não realize qualquer pagamento e confirme a autenticidade do contato diretamente com a Defensoria Pública. A verificação pode ser feita presencialmente em uma das unidades da instituição ou por meio do WhatsApp oficial da DPE-AP, pelo número (96) 98133-0422.
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