A Defensoria Pública do Acre participou de uma visita institucional à Aldeia Morada Nova, do povo indígena Shanenawa, localizada em Feijó no último sábado, 4. A ação reuniu representantes da Defensoria, do Ministério Público do Acre (MPAC) e da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), com o objetivo de fortalecer o diálogo com a comunidade e conhecer de perto suas principais demandas.
A defensora pública Vanessa Santiago, titular da 1ª Defensoria Cível de Feijó, destacou que a iniciativa permitiu aproximar as instituições da realidade vivida pelos moradores da aldeia.
"Fomos muito bem recebidos pelo cacique e por toda a comunidade. Eles prepararam uma recepção com apresentações culturais e, durante a visita, tivemos a oportunidade de ouvir as necessidades da população e receber oficialmente algumas demandas para que possamos buscar soluções dentro das atribuições de cada instituição", afirma a defensora.
Durante o encontro, a comunidade, representada pelo cacique, Tekahayne Shanenawa, entregou duas petições aos representantes dos órgãos públicos. A primeira solicita providências em relação a um posto de saúde cuja construção foi iniciada, mas permanece inacabada, comprometendo o acesso da população aos serviços de saúde.
A segunda demanda trata das condições precárias do ramal que dá acesso à aldeia. Os moradores pedem que as instituições acompanhem o caso e busquem, junto à Prefeitura de Feijó, medidas para melhorar a trafegabilidade da via, através da abertura de um ramal para o acesso à aldeia, não só por barco, mas também por meio terrestre, o que é essencial para o deslocamento da comunidade e o acesso a serviços públicos.
Além da defensora Vanessa Santiago, participaram da visita a promotora de Justiça Giselle Luiza Silva, representando o MPAC, e representantes da Sesacre, entre eles Wirley Moreira e sua equipe.