A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) realizou, nesta terça-feira (2/6), a 35ª edição do Dia da Mulher, iniciativa voltada ao atendimento jurídico e ao acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade. A ação ocorreu no Nuclão da DPDF, no Setor Comercial Norte, próximo ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), e registrou 1.576 atendimentos ao longo do dia.
Com o resultado desta edição, o projeto alcança a marca de 69.035 assistências desde sua criação, consolidando-se como uma das principais iniciativas da instituição voltadas à promoção de direitos e à ampliação do acesso à justiça no DF.
Durante o evento, foram oferecidos serviços de orientação jurídica, resolução de demandas e encaminhamentos para a rede de proteção, com foco em áreas como direito de família, violência doméstica e regularização de documentos. A proposta é garantir um atendimento humanizado e integrado, aproximando a instituição das mulheres que mais precisam.
A Subdefensora Pública-Geral e coordenadora da ação, Nathália Sant’Ana de Rosa, destacou a importância da continuidade da iniciativa e seus impactos concretos na vida das assistidas. “Cada edição do Dia da Mulher representa uma oportunidade de ampliar o acesso à justiça e fortalecer a rede de proteção às mulheres. O volume de atendimentos demonstra a confiança da população no trabalho da instituição e reforça a necessidade de mantermos ações permanentes de acolhimento e garantia de direitos”, afirmou.
Presença assídua em todas as edições do evento, a gaúcha Sônia Maria dos Santos, de 69 anos, moradora de Taguatinga Sul, é um dos exemplos do impacto direto da iniciativa. Por meio da atuação da instituição no Dia da Mulher, ela conseguiu na Justiça o direito à realização de uma cirurgia de catarata. “A Defensoria realmente faz a diferença para quem mais precisa. Hoje, volto ao oftalmologista, pois estou na fase de adaptação ao uso de óculos, já que ainda tenho astigmatismo. Também vou aproveitar para emitir minha nova identidade e buscar atendimentos no Cras e na Codhab”, relata.
A cubana Daglis Carolina Andárcia Centeno, de 46 anos, que chegou ao Brasil em janeiro de 2026, participou do evento pela primeira vez em busca de apoio social. Ao final do atendimento, saiu com encaminhamentos importantes. “Hoje, consigo sair daqui com o benefício do Prato Cheio, atendimento socioassistencial pelo Cras e ainda material escolar para meus cinco filhos”, conta.
A 35ª edição reafirma o papel da DPDF na defesa dos direitos das mulheres, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade, e evidencia a importância de políticas públicas voltadas à inclusão, proteção e cidadania.