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01/06/2026

AP: Acolhimento jurídico em espaço de matriz africana reforça combate à intolerância em Macapá

Fonte: ASCOM/DPEAP
Estado: AP
O bairro Novo Horizonte, na zona norte de Macapá, recebeu no último domingo, 31, uma programação especial voltada ao bem-estar e à garantia de direitos das mulheres da comunidade. Em uma celebração do Dia das Mães, o Centro Cultural Axé Alaremi e o Coletivo Utopia Negra uniram forças para oferecer um dia de lazer, saúde e cidadania, contando com a participação estratégica da Defensoria Pública do Amapá (DPE-AP).
 
A instituição contribuiu com o trabalho especializado do Núcleo da Mulher, mobilizando uma equipe composta por psicóloga e assessoras jurídicas. O objetivo foi oferecer, além das orientações legais, um atendimento humanizado que compreendesse as necessidades específicas das moradoras da região.
 
“A ação foi pensada para dar um dia de lazer para as mães da comunidade, para que elas possam se cuidar e ter um momento de respiro e suporte”, explicou Yasmin Lima, representante do Coletivo Utopia Negra.
 
Entre os diversos atendimentos realizados, a busca pela regularização documental foi um dos pontos altos. A jovem Evelyn Barbosa, de 20 anos, foi uma das atendidas pela equipe da Defensoria. Ela buscou o mutirão para dar entrada no processo de união estável, documento essencial para que possa visitar o namorado, que está custodiado no Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) há três semanas.
 
“É preciso que nossa documentação esteja toda certinha para que eu possa entrar como visitante. Sem esse suporte, seria muito mais difícil resolver essa situação sozinha”, afirmou Evelyn.
 
 
 
Proximidade e combate ao preconceito
 
A escolha da Defensoria Pública como parceira do evento não foi por acaso. Para Alice Miranda, representante do Centro Cultural Axé Alaremi, a instituição tem demonstrado uma abertura inédita aos movimentos sociais. “Convidamos a Defensoria porque vemos que ela é próxima da comunidade.Este ano vimos a instituição chamar uma Ouvidora-geral vinda do movimento social, e isso nos aproximou e nos fez sentir acolhidos”, destacou.
 
Para a liderança religiosa Mãe Josi, proprietária do centro, a presença de instituições do Sistema de Justiça em um terreiro de matriz africana é um passo fundamental contra a intolerância. Ela ressaltou que parcerias com órgãos de saúde, universidades e a Defensoria trazem credibilidade e ajudam a romper barreiras de preconceito que muitas vezes afastam as pessoas de ações sociais realizadas em espaços religiosos.
 
"Ter a Defensoria aqui, dentro do nosso espaço, valida nosso trabalho social e mostra que o acesso à justiça deve chegar a todos, independentemente de crença ou localização", concluiu Mãe Josi.
 
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