A atuação da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) garantiu uma indenização de R$15 mil reais a uma família vítima de erro médico, na cidade de Butiá, localizada na região Carbonífera. O caso aconteceu em 2011, quando a criança tinha 10 meses de idade e apresentou problemas respiratórios, sendo encaminhada pelo pai ao hospital municipal, onde recebeu a prescrição de medicamentos não indicados para a idade, como Astro 600, Nimesulida e Filinar.
Após a ingestão dos medicamentos prescritos, a menina passou mal e foi socorrida por um vizinho, que, ao ser ouvido no processo, afirmou que a menina estava “mole”. A situação fez com que o pai e o vizinho se deslocassem até Porto Alegre – a 80km do município – para o recebimento do tratamento adequado.
O hospital, em sua defesa, não apresentou contestações. Na decisão judicial, constam trechos da bula dos medicamentos, que afirmam expressamente as contra indicações. A juíza Magali Wickert de Oliveira reconheceu, também, o dano moral causado pelo hospital, uma vez que a situação causou efeitos colaterais na saúde da menina, além do abalo psicológico no pai da criança.