O mês de agosto é marcado pelo Dia Nacional da Visibilidade Lésbica e traz para discussão a necessidade de fortalecimento da luta contra a lesbofobia, preconceito ou qualquer outro tipo de discriminação e atos atentatórios às mulheres lésbicas.
Para celebrar a data, a ADPERGS e Fundação Escola Superior da Defensoria Pública (FESDEP), estarão realizando a live “Saúde da mulher lésbica: políticas de equidade para todxs”, no dia 31 de agosto, às 20h, no YouTube e Facebook das entidades. Em pauta, falaremos sobre a necessidade de políticas de saúde direcionada para mulheres lésbicas, bem como os desafios e obstáculos ainda existentes para a efetividade plena de direitos da população.
Um estudo do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, de 2012, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostrou que só 2% das lésbicas se previnem contra as ISTs. A saúde de mulheres lésbicas é um ponto que merece atenção, devido às inúmeras formas de apagamento sofridas em diversos contextos, que também são refletidos no acesso à saúde e às especificidades necessárias no atendimento.
Sendo assim, visando à dar maior visibilidade à comunidade e também dialogar sobre o acesso à saúde de mulheres lésbicas, bem como trazer para debate a atuação da Defensoria Pública em relação às demandas, convidamos as participantes para integrar a discussão:
Abertura: Diretora Social e Cultural da ADPERGS, defensora pública Márcia Helena Cunha de Sá.
Professora, mestre em Educação pela Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, integrante do Grupo de Pesquisa Educação, Cultura e Diversidade - UEMS, articuladora Nacional da Rede de Ativistas e Pesquisadoras Lésbicas e Bissexuais do Brasil - Rede LesBi Brasil, integrante do Conselho Popular Nacional LGBTI, ex-presidenta do CELGBT/RS e ex-vice-presidenta do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT, Roselaine Dias.
Advogada criminalista, especialista em Direito Penal e processo Penal pelo IDC, pós-graduanda em Direito Homoafetivo e de Gênero pela Unisanta, presidenta da Comissão da Diversidade Sexual da OAB Canoas, ex-presidenta do Conselho LGBT de canoas, coordenadora do Fórum LGBT Canoas e membro da Aliança Gaúcha LGBT+, Bianca Hilgert.
Defensora pública do Estado de São Paulo, integrante do Núcleo de Defesa da Diversidade e da Igualdade Racial, mestra em Direitos Humanos pela USP e especialista em Direitos Humanos e Acesso à Justiça pela FGV, Vanessa Alves Vieira.
Mediação:
Defensora pública do Estado do Rio de Janeiro, coordenadora do Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e dos Direitos Homoafetivos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, diretora adjunta da Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da ANADEP, presidenta do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da População LGBTI do ERJ e especialista em Gênero e Direito pela EMERJ, Letícia Oliveira Furtado.
Significado da data:
A escolha do dia 29 de agosto como o Dia da Visibilidade Lésbica ocorreu quando da realização do I Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), em 29 de agosto de 1996, no Rio de Janeiro. A comemoração da data se tornou efetiva a partir do ano de 2003. Desde então, o número de atividades no Dia da Visibilidade Lésbica vem aumentando gradativamente, refletindo o crescimento no número de grupos voltados especificamente para as questões das mulheres lésbicas e bissexuais.