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11/09/2019

MS: Coordenadora do Nudeca fala sobre o Setembro Amarelo

Fonte: ASCOM/DPE-MS
Estado: MS
A atenção à saúde mental é uma das principais formas de promover o enfrentamento ao suicídio. Atenta a isso, a Defensoria Pública de MS aderiu ao Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, criada no Brasil em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), que associa a cor amarela ao mês para marcar o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado hoje, 10 de setembro.
 
A Instituição tem o Núcleo de Atenção à Saúde que atua em ações para garantir o acesso à Justiça das pessoas que precisam de tratamento no Sistema Único de Saúde.
 
Como forme de discutir amplamente o assunto, a Defensoria Pública de MS realiza, no dia 27, por meio da Escola Superior, o "Seminário Prevenção ao Suicídio: da identificação à intervenção". A participação é gratuita.
 
 
Reflexão
 
Abaixo, a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Nudeca), defensora pública Débora Maria de Souza Paulino, faz uma reflexão do tema. Confira:
 
“Neste dia 10 de setembro em que, mundialmente, se pensa na prevenção do ato suicida, vale a pena fazermos algumas reflexões necessárias para o entendimento do fenômeno, especialmente quando os protagonistas são crianças e adolescentes.
 
Dados do Ministério da Saúde apontam que no Brasil, durante o período de 2000 a 2016, houve considerável aumento no número de suicídios, passando de 6.780 a 11.736 mil, o que significa 73% a mais de brasileiros e brasileiras tirando a própria vida. O estudo destaca que a população jovem, de 15 a 29 anos, e idosa estão no topo desse ranking. Corroborando com essa informação, a Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que o suicídio, em âmbito mundial, é a segunda maior causa de morte entre os jovens.
 
Em Mato Grosso do Sul a realidade exige preocupação. De acordo com divulgação da Secretaria Estadual de Saúde (SES), ocupamos a terceira posição no ranking dos Estados com maiores taxas de suicídio no Brasil.
 
Refletindo sobre essa realidade, pesquisas científicas apontam que há fatores de riscos pregressos ao ato suicida infanto-juvenil, dentre eles: transtornos mentais relacionados ao humor, como a depressão, e vivências marcadas por violações de direitos. Dessa forma, pensar em prevenção ao suicídio significa compreender o fenômeno para além da individualidade e traçar estratégias coletivas e concretas sobre saúde mental.
 
Se temos crianças e adolescentes acometidas pela depressão, qual a gênese desse diagnóstico? As condições concretas de existências desse grupo têm promovido ou ceifado vidas?
 
A Constituição Federal (CF/88) e o ECA (1990), destacam que crianças e adolescentes são de responsabilidade geral da sociedade em todas suas instâncias, desde a família até a comunidade. Assim, cabe a todos nós promover a vida, isto é, promover políticas públicas de garantia e defesa de direitos, criar espaços de protagonismo, de voz e participação. É garantir futuro, é possibilitar que crianças e adolescentes sonhem e desejem continuarem vivos para realizar. Prevenir comportamentos suicida é construir um mundo melhor para viver”.
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