A família do jovem Bruno Henrique Cordeiro da Rocha, de 19 anos, continua mobilizada para conseguir um
transplante de rim que pode salvar a vida do rapaz. Na tarde de ontem (10), Juliana Cordeiro, a mãe do rapaz, foi até a Defensoria Pública de Ponta Grossa para tentar ‘acelerar’ a burocracia e realizar, o quanto antes, um exame de compatibilidade sanguínea. “O defensor ficou de ligar nos hospitais para tentar a liberação para fazer um exame o quanto antes. Sem o exame de compatibilidade, não podemos fazer a cirurgia de transplante”, explica a mãe do rapaz.
Mesmo já encontrando possíveis doadores para Bruno, a família enfrenta novos problemas com a burocracia e a falta de estrutura do município. Henrique Gayer é um dos candidatos a doar um rim e o rapaz apontou a “resistência do Poder Público” como um dos principais complicadores. “O problema maior é essa resistência do Poder Publico em arrumar um local para fazer os exames preparatórios, onde temos que fazer a prova cruzada e o transplante. E isso, infelizmente, nenhum Hospital de Ponta Grossa faz. Que vergonha isso… A solução encontrada é uma tentativa com o Ministério Publico para conseguir fazer os exames e o transplante em Pato Branco, pois em Ponta Grossa nenhum Hospital consegue fazer”, desabafou o possível doador nas redes sociais. Outras quatro pessoas também se candidataram a doar um rim para Bruno, segundo Henrique.
Bruno Henrique sofre de insuficiência renal e faz tratamento de hemodiálise três vezes por semana. A mãe do rapaz, Juliana Cordeiro, explica os dois rins dele pararam de funcionar e hoje a vida dele depende de uma máquina (hemodiálise). Ele faz o tratamento três vezes na semana, fica três horas na máquina para fazer a função que o rim não faz, toma aproximadamente 30 comprimidos por dia, sofre de pressão alta e já teve convulsão.