O clima permanente de insegurança nas imediações do Núcleo de Assistência Jurídica do Paranoá levou a diretoria da Associação dos Defensores Públicos do DF – ADEP-DF a buscar ajuda de um profissional experiente. Durante toda a semana, o especialista em segurança, Camel Farah, um dos mais renomados da área no país, vem desenvolvendo um diagnóstico completo sobre a situação do NAJ. Na próxima sexta-feira,9/5, será apresentado o resultado a todos os servidores e defensores públicos do Núcleo. No mês passado a diretoria da ADEP-DF se reuniu com Comandante do Batalhão do Paranoá, Tenente-Coronel Sarmento.
O defensor público Fabio Ribeiro da Silva, coordenador substituto do NAJ Paranoá, afirma que esse é um pleito antigo. “Agora, com o apoio da ADEP, a gente está tendo a opinião de um especialista para indicar quais são os nossos problemas e o que tem que ser feito”, disse o defensor.
O Presidente da ADEP-DF, Ramiro Sant’Ana, que acompanhou o primeiro dia da vistoria, destaca que essa é uma demanda reiterada dos associados que estão lotados no NAJ do Paranoá. Para Sant’Ana definir o que é um local seguro de trabalho não é algo que se possa fazer com base do achismo. “Na inexistência sobre um consenso sobre o que é uma situação ideal de segurança, a ADEP decidiu em reunião de diretoria, contratar essa consultoria” esclareceu o Presidente da associação.
A falta de segurança próximo ao NAJ do Paranoá já foi motivo de discussão neste semestre depois de um servidor da Defensoria Pública ter intercedido por instinto em um assalto. Após a prisão, o criminoso fez ameaças de vingança.
O coordenador do Núcleo, o defensor público Ricardo Lustosa afirma que essa preocupação é antiga e ressalta que a localização do NAJ próximo a Feira Permanente do Paranoá, ponto de consumo e tráfico de drogas, é um dos fatores que colabora com o aumento da criminalidade no local.
Lustosa destaca que as ocorrências são frequentes: “São várias e diárias as ocorrências de delitos praticados nas imediações deste Núcleo de Atendimento, sendo que algumas delas tiveram como vítimas assistidos da Defensoria ou mesmo servidores do Órgão. Cito, como exemplo, uma estagiária aqui do NAJ que estava grávida e foi assaltada quando chegava para trabalhar. A servidora teve seus pertences furtados dentro do prédio”, indigna-se o coordenador.