Em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, realiza o Mutirão Carcerário, com intuito de liberar os detentos que já cumpriram pena e os que têm direito a progressão, no Centro de Ressocialização da Capital (CRC), que devem gerar mil vagas no sistema penitenciário. Além disto, o mutirão otimiza a ação do Tribunal de Justiça a partir de um banco de dados que irá permitir mais agilidade no fornecimento de informações sobre cada detento.
A previsão do secretário de Justiça e Direitos Humanos, Luiz Antônio Pôssas, é de que no mutirão sejam liberados de 10% a 15% dos detentos. ‘Atualmente temos um déficit de seis mil vagas, mas vamos ficar com sobras de vagas ao identificarmos os detentos que já podem ser liberados. Este mutirão é para reconhecimento da situação de cada detento‘, observou.
Segundo Pôssas, outras medidas estão sendo realizadas, como a licitação para a compra de três mil braceletes para impedir a fuga de detentos em regime semi-aberto. ‘Também estaremos bloqueando o sinal telefônico porque sabemos que o crime organizado parte de dentro dos sistemas penitenciários‘, salientou.
O Mutirão Carcerário será realizado durante cinco dias em que serão entrevistados os detentos. Além da parceria entre Secretaria de Justiça e TJMT, estão participando da ação, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Universidade de Cuiabá (Unic).