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15/04/2019

Atuação de defensores públicos muda a vida de transexuais em Teresina

Fonte: Cidade Verde
Estado: PI
Imagine você saber que alguém pode “renascer" aos 25, 30 anos, ou quando quiser. Saber que esse alguém pode ter uma foto novinha na carteira de identidade e com o nome que sempre imaginou na certidão de nascimento. Não, isso não é um conto de fadas, isso é possível e já virou realidade para uma parcela da população brasileira que achava que esse dia nunca chegaria. Estamos falando dos transgêneros, que desde o dia 29 de junho de 2018, ganharam em cartório, o direito a mudança de prenome e gênero nos registros de casamento e nascimento. O benefício está no Provimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de nº 73 que prevê a alteração das certidões sem a obrigatoriedade da comprovação da cirurgia de mudança de sexo e nem de decisão judicial. Era o que faltava para milhares de pessoas iniciarem uma nova vida.
 
Pessoas como a piauiense Leonna Ferreira Lima Osternes, que se descobriu "Trans" em 2015, mas só no ano passado realizou o grande sonho de retificar seu nome e gênero nos documentos pessoais.
 
"Eu comecei esse interesse pela retificação de nome e gênero há anos atrás, porque eu me sentia muito constrangida, devido eu ser uma pessoa totalmente diferente do meu nome de batismo. Era um nome que eu não reconhecia. A partir do momento que a Justiça deu esse direito a nós: travestis e transexuais - eu imediatamente procurei a Defensoria Pública para fazer a mudança de nome e gênero", afirma Leonna, que na verdade nasceu Leonardo Ferreira Lima Osternes.
 
Para ela, riscar de vez do mapa o "falecido" - como se refere ao nome de batismo - significou ter cidadania, dignidade. "Para mim foi uma mudança muito grande eu ter conseguido mudar o meu nome. Na minha vida mudou tudo. Hoje  em dia eu tenho orgulho de ir aos locais e ser reconhecida com o nome que eu escolhi, o nome que realmente representa as minhas características femininas", conta.
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